
Nem sempre a escuridão, está associada com a maldade, da mesma forma, nem sempre a luz trás algo bom. Na tentativa de obstruir as atividades da teologia protestante liberal, os fundamentalistas arraigados na ortodoxia tradicional se levantaram como militantes antimodernistas afim de eliminarem as denominações protestantes influenciadas pelo liberalismo.
Com isso, a idéia principal de se pensar(melhorar, planejar) sobre o futuro da Igreja levantada pelos pensadores do século XX, se perdeu nas acusações fundamentalistas a respeito dos liberais, e nas individualidades de crenças liberais, que não levaram os teólogos liberais a concordarem com nenhum conjunto de conclusões.
O termo “modernidade” é logo absorvido no meio do desenvolvimento pela a idéia de pós-modernidade, e da discussão teológica “ fundamental-liberal” do século passado, nasce a Igreja que vemos hoje(130.000 denominações cristãs - divididas em suas teologias e práticas). A igreja de hoje continua enraizada nas contestações e divisões do passado, que nos prende a um temor fictício a Deus , ao qual nos impede de questionar nossas práticas, e nossa fé. Ninguém mais ousa discutir as doutrinas cristãs, é mais fácil impugnar a igreja institucional. Mas nos esquecemos que a igreja institucional está fundamentada em doutrinas, e ela sobejou através do questionamento das mesmas.
Infelizmente ainda ouvimos:
“ Conheça, pois, a si mesmo. Não procure perscrutar Deus. O estudo apropriado da humanidade é o homem”
Devido a isso, a dádiva divina do culto racional e da renovação da mente para se experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, é eliminada por um cristianismo supersticioso e esotérico, que atrasa a igreja, e nos prende a uma espécie de astrologia cristã.
Mudemos nossa mensagem:
“ Esta geração merece receber os melhores e mais sublimes pensamentos de nossos tempos quanto aos temas grandiosos da vida religiosa, filosófica e científica” .
Nem sempre o que se parece luz é bom, podemos estar cumprindo com todos os requisitos religiosos e passando despercebidos do momento divino do espírito da era.
Nem sempre o que se parece trevas, é mal , podemos estar questionando e defamando algo, que um dia se tornará de extrema importância para o Reino de Deus(Poderia escrever páginas sobre isso).
Em suma, a modernidade se passou, pessoalmente acredito que a pós-modernidade também, o termo linguístico utilizado pelos pensadores eclesiásticos para tentar definir o processo de desenvolvimento da Igreja, conhecido como “Igreja Emergente” já foi engolido por uma época de difícil descrição(O sentido inicial já se perdeu).
E nós ?
Queremos que o mundo melhore, que a paz domine o nosso meio, que as nossas famílias sejam agraciadas, que o desenvolvimento nos gere conforto, e que possamos ser beneficiados pelo nosso trabalho de cada dia. Infelizmente, no final aceitamos uma mensagem que não pode mudar o nosso mundo. Quem disse que não podemos mudar o mundo? Os problemas são nossas soluções, que possamos ser visionários praticantes, e abertos para todas as sugestões que nos possam estimular ao crescimento, e ao nosso desenvolvimento como filhos de Deus!

2 comments:
De fato as mutações estão ocorrendo em velocidade e tempo, cada vez mais, rápidas. O que durava alguns séculos para ser modificado, agora muda em alguns anos. Quando tentamos nos inteirar do que que está acontecendo, algo novo já se instalou. A Igreja está no meio disso tudo. De fato, a falta de nome era proposital. Olha, não se incomode muito, se alguém perguntar por que Igreja Emergente, narre a história: Há muito tempo atrás...
O Nome não importa ? mas sim o processo.
Isso me lava a pensar nos crentes pre-mosaicos.
A Identidade precede o mandamento e o amar a Deus vem antes do amar ao próximo. Não somos capazes de amar de verdade uma "coisa" um "ser", um "senhor", um "PROCESSO". Por esta razão o cristianismo é uma religião marcada pelo ódio. (130.000 denominações cristãs - divididas em suas teologias e práticas).
O teólogo que diz ser O nome de Deus(YHWH)impronunciável, deve ser do tipo que faz da teologia profisão, vive do mistério, não tem intimidade com Deus. Tal teólogo deveria dizer que os idiomas fundametados na lingua grega ou latina, não oferece recurso suficiente para tal pronúncia.
Tanto para pessoas como para objetos, animais e lugares, os nomes servem para identificação. Se alguém deseja falar com João, basta chamar por João e este se apresentará; porém, se chamar por homem, fulano ou sicrano; não alcançará seu objetivo, pois estes não são nomes próprios.
A religião proibe a pronúncia do nome de Deus !
No 1.º Século, surge a primeira evidência de uma atitude SUPERTICIOSA para com esse nome. Flávio Josefo, historiador judeu que descendia duma família sacerdotal, após narrar a revelação que Deus forneceu a Moisés no local do espinheiro ardente, ao falar sobre pronúncia do Nome de Deus [do Tetragrama YHVH] menciona apenas "sobre o qual estou proibido de falar." (Antiguidades Judaicas, Vol. II, pág. 276)
"Sem mim nada pedeis fazer" Disse Jesus.
Um forte abraço.
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