
Se o cristianismo for verdadeiro, então todas as pessoas que amo com exceção a algumas, irão queimar no fogo do inferno. Mas se o cristianismo for mentira, então a vida não possui significado e a humanidade não tem nenhuma esperança. Desejo fortemente encontrar uma opção melhor.Como lidamos com todo isso?
Exclusivismo, inclusivismo, condicionalismo, universalismo ou ateísmo. Essa pergunta pode ser respondida de várias formas, mas porque tanto ismos?
Não tenho nenhuma resposta para tal pergunta, o exclusivismo seria meu ponto de partida, o inclusivismo minha retirada, o condicionalismo minha última tentativa e o universalismo, ah o universalismo! Em meu meio cristão é descrito como um pequeno passo para o ateísmo.
O que fazer então? O propósito do cristianismo pode ser reduzido a isso: aumentar a população do paraíso e diminuir o público do inferno? Milhões irão para um local de tormento eterno por não acreditarem em Cristo? A justiça de Deus seria tão severa assim?
Poderia Deus elaborar um plano desde o início com dois propósitos - primeiro, enviar algumas pessoas para o inferno e segundo, enviar outras para uma felicidade eterna?
Como Deus poderia elaborar um plano desse? E se a criação for culpada de tudo, pode Deus oferecer um plano tão limitado como o cristianismo que vemos hoje?
Podem me chamar do que quiserem, podem me mandar a consultar as Escrituras, suas tradições e razões, mas no final meus irmãos tradicionais irão me oferecer um Deus que não se agrada de nenhum tormento mas necessita obedecer o gabarito e punir os incorrigíveis, e meus irmãos liberais irão me oferecer um Deus misericordioso que perdoou o mundo e a todos.
Para mim Platão(Dante, Milton,mitologia grega,etc), influenciam mais essa soteriologia do que Cristo, e no final não conseguimos diferenciar as distâncias existentes entre a simbologia e a realidade, prestamos mais atenção no que escreveram na Bíblia do que viveram na época que foi escrita.
Meu ponto é esse: o inferno em si não é importante, mais sim o propósito de Jesus ter usado essa linguagem numa época em que os fariseus a usavam para reprimir uma sociedade pecadora em prol de seus interesses.
O que Jesus queria dizer com essa linguagem? Nos mostrar um Deus que faz justiça como os homens ou mostrar a sociedade farisaica da época a necessidade de arrependimento para que um lugar como o inferno nunca fosse arquitetado?
Enfim, essa será minha jornada conspiratória natalina, questionar e buscar uma melhor resposta ao problema do pecado original. Sou cristão e creio em minha salvação, mas isso não me faz melhor do que os outros, ou um privilegiado de Deus, mas me coloca numa situação comprometedora que me faz questionar no que tenho acreditado. Ficar sentado esperando o paraíso cair do céu e muito fácil, tentar mudar a vida dos outros, e não a minha, melhor ainda. Agora, ser uma ferramenta na implantação do Reino de Deus hoje, ser um referencial para eternidade e se comportar como um seguidor de Jesus, complica e implica na vida, alterando toda uma soteriologia já formulada e um próximo passo a ser dado. Espero achar soluções(se não encontrar não tem problema), e quem quiser contribuir com a jornada do garoto aqui fique a vontade, caso contrário coloque o blog na fogueira, que pelo menos assim encontrarei uma nova razão.
Parte do estudo a A Divina Comédia Protestante.

4 comments:
Cara, não vou jogar o blog na fogueira, mas ascender a churrasqueira aqui em casa e colocar aquela picanha nela eu vou. Topa um churrasco no fim de semana?
Ótimo Post,
como tenho background adventista, é uma questão vamos dizer que 'resolvida'.
My Dad, desenvolveu um estudo bem simples sobre a não existência do fogo nem no 'Julgamento' ou seja lá o que for.
E por isso já eramos mal falados rs.
Olá!
Por saber de seus interesses e por ter visto que lera algum livro sobre igreja emergente, decidi conhecê-lo e conversar.
Por favor me mande um e-mail com título “DNA”… (linusvanpelty@gmail.com)
E, caso saiba de grupos/pessoas/igrejas que apoiam essa visão, principalmente em Brasília (onde moro), me informe, por favor.
Seu irmão Rafael
O último parágrafo é formidável!
Como disse o Brennan: não me vendo para os conservadores nem para os liberais!
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